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  1. 02/07/2007

    De prima


    DVD mais DNA
    O jornalista Paulo Júlio Clement, editor de esportes do JB, manda a nação rubro negra por as barbas de molho. Ele acha, no mínimo, discutível, a idéia de contratar o argentino Maxi, só porque o rapaz é primo-irmão de Messi. E vem com esta boa sacada:
    - “Até o momento, contratava-se jogador por DVD. Agora, contrata-se também por DNA...”

    Parceria feliz
    O Botafogo, pelo menos, a direção do clube, está rindo, de orelha a orelha. O novo patrocinador da equipe revelou, num mano-a-mano com Bebeto de Freitas, que, em poucos meses, a exposição da marca comercial já justificou, amplamente, o investimento na parceria.

    Vôlei, de alto a baixo
    No Pan 2007, jogarei todas as fichas de meu carinho e da minha confiança, no vôlei brasileiro. Sem qualquer ressalva. No masculino, no feminino, na quadra como na praia.
    Já no futebol, não estou assim tão otimista, embora, faça mais fé na seleção feminina, sobretudo, se a Marta puder vir.


    O Nordeste a perigo?
    O campeonato brasileiro ainda não autoriza previsões. Com apenas 20 e poucos pontos jogados, só um delirante ousaria dar palpites minimamente ponderáveis. Admito até que, lá no chamado andar de baixo, os três nordestinos me parecem a perigo. Ou param de fazer água ou acabam naufragados.
    Mais sub é impossível
    Não saberia dizer, até agora, qual das duas seleções brasileiras me decepcionou mais, se a de Dunga, se a do treinador Nelson Rodrigues. Aliás, pra ser franco, a sub-20 me deixou mais amargurado. Da outra, nunca esperei grande coisa.
    Dodô x Wagner Love
    Pergunta da produção do Blog: com quantos Wagner Love se faz um Dodô? Não peçam a resposta ao Renato Maurício do Prado. Ele é capaz de virar a mesa, só com uma de seu sorriso de ironia.




    Será que foi pênalti?
    Meus amigos tricolores estão convencidos de que a vitória do Botafogo, na inauguração do Engenhão, foi uma obra espúria do arbitro Evandro Roman, que teria marcado pênalti, numa falta fora da área.
    Será? Vendo o jogo pela tevê, tive a impressão de pênalti. Mais tarde, revendo, atentamente, o lance, me pareceu falta, sim, mas um pouco aquém da linha da grande área. Na hora, eu daria o pênalti; no dia seguinte, já não teria dado.



    Pétalas de rosa
    Pode haver coisa mais bonita que ver Roger Federer, jogando tênis na grama? Que perfeição de 1º serviço! Quanta delicadeza na execução de um slice! A raquete talha a bola, em poéticas fatias. Pétalas de rosa.

  2. 30/06/2007

    Flagrantes do futebol


    Bicicletas

    Estava estreando no time de praia do velho Neném Prancha: toda bola à meia altura, o crioulinho pulava e metia uma bicicleta, invariavelmente, sem êxito no lance. Na última, uma bicicleta espalhafatosa em que Tainha chutou vento duas vezes, Neném Prancha desceu do paredão e foi lá:
    – Machucou, meu filho?
    – Machuquei o ombro, tá doendo aqui.
    – Olha, garoto, eu vou te dar um conselho: pára de dar bicicleta. Você já joga mal de cabeça pra cima, quanto mais de cabeça pra baixo.


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    A era da especialização

    Na cidade de Cambará, zona de café no interior do Paraná, a polícia prendeu todo mundo numa briga de cabaré. Na delegacia, o comissário mandou o pessoal ficar em fila indiana e iniciou o interrogatório pela qualificação dos detidos:
    – O senhor, que é que o senhor faz?
    – Eu sou bancário.
    – E o senhor?
    – Trabalho no comércio.
    – E o senhor?
    – Sou mecânico.
    – E o senhor, faz o quê?
    – Eu marco ponta – respondeu, a sério, Sebinho, lateral-direito do Cambará.


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    Reivindicação

    O jogador Converti, estrela máxima do juvenil de seu clube, na Argentina, procurou o diretor para cobrar um bicho atrasado. Era semana de um jogo decisivo. O diretor, então, deu o golpe:
    – Você ainda é muito garoto para botar a mão em dinheiro.
    Vou dar a seu pai.
    – Tá bom – disse o garoto, saindo da sala –, então, domingo, bota o velho no meu lugar.
    Recebeu o bicho na hora.

  3. 29/06/2007

    De prima


    Atire a primeira pedra
    Nada contra os goleiros Helton e Doni, mas convenhamos, o Rogério Ceni, do alto da sua competência, não daria um novo status a nobre posição de goleiro da seleção?
    Quem discordar que atire a primeira pedra.







    Fim do mundo
    Nada contra o Elano, mas desde quando ser titular num time da Ucrânia, credencia um volante a jogar na Seleção Brasileira?
    A Ucrânia, na geografia do futebol, fica bem pra lá do fim do mundo.


    Tarda, mas não falha
    O técnico Cuca, revela que na infância torcia pelo Fluminense. Na idade adulta descobriu-se botafoguense. A sensatez é sempre assim: tarda, mas não falha. Palavras do botafoguense Juan Lamana.
    Alias, brincadeiras a parte, um dia Ari Barroso perguntou ao grande compositor e radialista Haroldo Barbosa, se era verdade, que ele, Haroldo, tinha se declarado torcedor do Fluminense. Haroldo respondeu afirmativamente. Ari Barroso, irritado, lembrou que conhecera Haroldo Barbosa torcedor feroz do Flamengo. Por isso, considerava uma falta de caráter alguém com o renome de Haroldo, ter tido a coragem de mudar de clube.
    Haroldo Barbosa, diplomático como sempre, reagiu da seguinte maneira:
    - “Ari, é verdade, eu era Flamengo doente, muito doente. Minha família, preocupada, me internou numa clínica, e depois de um longo tratamento, devidamente curado, eu passei a torcer pelo Fluminense.”

    E a dor sumiu!
    E por falar em saudade, onde anda o técnico Abel? Saiu do Inter fazendo juras de amor ao colorado e, depois, simplesmente, sumiu. Terá tomado Doril?




    Boi na sombra
    Muita gente tem me perguntado se já da pra indicar um time que esteja com o futuro garantido no Campeonato Brasileiro de 2007. até agora, não vejo nenhuma equipe capaz de dizer que já pôs o boi na sombra.
    Boi na sombra, que eu saiba, quem costuma ter é político em Brasília...


  4. 28/06/2007

    De B pra B, com um B no banco


    O futebol, assim como as pessoas, é cheio de manias. Uma das mais novas manias brasileiras tem sido a seleção perder jogo pro México. Nada demais, se o México figurasse entre os pesos pesados da elite mundial. Não é o caso, embora, os fatos andam demonstrando, há algum tempo, que o futebol mexicano, movido a altos investimentos, tem jogado a contento os principais torneios do continente.
    Daí, não me surpreender de todo a vitória mexicana, ontem, contra o Brasil, na primeira semana da Copa América. O diabo é que, pelo que se viu, o México jogou com sua equipe B. De seis a sete titulares, teriam ficaram no sereno, fosse por contusão, fosse por fadiga (o México acabou de jogar uma duríssima Copa Ouro, perdendo na final pros Estados Unidos).
    É verdade que o Brasil também levou pra Venezuela uma seleção B. Pelo menos, a meu juízo, sem jogadores como Kaká, como Ronaldinho Gaúcho, como o zagueiro Lúcio (machucado), como o goleiro Julio César ou outro de igual quilate, sem essa turma, amigos, a seleção cai de padrão. Sem falar de outros valores que dariam muito mais densidade técnica à equipe brasileira, como Alexandre Pato, Lucas, o lateral Marcelo (do Real). A preferência pelos três novatos é minha. Quem concordar, que me acompanhe...

    Ainda assim, a seleção de Dunga demonstrou, no segundo tempo, que tem um craque - e que craque, meus amigos! Robinho. Dele direi mais ou menos como um argentino diria de Riquelme, depois de ver o Boca derrotar duas vezes o time do Grêmio. Robinho está no ponto certo pra arrebentar, como ele próprio tem dito, sem soberba.
    Certo, são estilos muito diferentes. Riquelme é o regente que resume a orquestra. Robinho é o primeiro violino, é o ‘spalla’, que é capaz de assumir a regência, no impedimento do maestro. Robinho é o solista infatigável, com técnica individual exuberante. Se não puder dizer que o jogo do Brasil foi Robinho, sou obrigado a dizer que o segundo ato do espetáculo a ele e só a ele pertenceu.
    Dunga, que, como técnico não deixa de ser do mesmo nível B da seleção, lamenta, mas considerou aceitável a derrota brasileira. Sobretudo, observa ele, pelo que fez a equipe, no segundo tempo. Vamos admitir que, pro público externo, talvez tenha sido mais conveniente a conhecida retórica dos perdedores de ocasião. Não deu, mas podia ter dado, sabe como é, em futebol, quem não faz acaba levando e coisa e tal...
    No vestiário, porém, o papo de Dunga tem que ser outro. Afinal, no balanço de um jogo mal sucedido, em vez de falar do pouco que fez a equipe, o melhor, o mais proveitoso, é repisar no quanto deixou de ser feito pra evitar a derrota. Que pode não ser o fim do mundo, mas, às vezes, pode ser o começo de um sonho perdido.

  5. 27/06/2007

    Duas pátrias na mira do fuzis


sobre o blog

Armando Nogueira nasceu em Xapuri, no Acre. Começou sua carreira jornalística em 1950. Já cobriu 15 Copas do Mundo e 7 Jogos Olímpicos. Escreveu 10 livros sobre esporte.

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