SporTV

Zero KM

Topo do Blog
  1. 26/06/2007

    A palavra em jogo...


    O treinador Dunga já decretou: favorita da Copa América é a Argentina. Seu colega argentino, Alfio Basile, devolve, de primeira, a bola de fogo: favorito é o Brasil, que foi o último campeão.
    Favorito é uma das milhares e milhares de palavras que, com o uso abusivo, acabou perdendo o sentido primordial. Coisas da semântica. Era apenas um adjetivo que exprimia uma preferência. “Meu time favorito é o Fluminense”- diria um torcedor do Fluminense, sem que estivesse, predizendo que seu clube seria o campeão do ano.
    A tal semântica, como disse, alterou o significado da expressão. O favorito passou a ser qualquer um que o senso comum considera mais credenciado a conquistar um título de campeão.
    O adjetivo virou um estigma. O favorito já entra em campo, com a obrigação de ganhar. Se perder, a cobrança será em dobro.
    Daí, a troca ferina de bolas entre os dois treinadores. E, no caso, Dunga não deixa de ter suas razões. A Argentina entra na Copa América com a fina flor do seu futebol. De Messi a Tevez, passando por Riquelme, não falta ninguém de renome.
    O Brasil não terá nem Kaká, nem Ronaldinho Gaúcho, que são as estrelas mais reluzentes da constelação nacional.
    Enfim, pra ser fiel aos dois sentidos históricos da palavra, direi que minha favorita (a predileta) continua a ser a seleção nacional, mas, a favorita pra ganhar a Copa América é mesmo a Argentina...

  2. 25/06/2007

    De Prima


    A dissimulação de Roth
    Dizer que o jogador Abedi não faz falta ao Vasco só pode ser conversa de quem prefere não passar recibo. Uma coisa seria o São Paulo ter que abrir mão de Abedi; outra coisa é um grupo limitado, como o do Vasco da Gama, ver-se privado do dito Abedi. O técnico Celso Roth só pode estar dissimulando.



    Os grilhões do Grêmio
    De certo, o time do Inter jogou o Grenal desfalcado de Fernandão e Pato. Mas, não devemos esquecer que o Grêmio já não tinha nem o Lucas, nem o Carlos Eduardo, além de outros nomes de menos peso, mas igualmente essenciais ao elenco de Mano Menezes.
    O time do Grêmio enfiou alguns grilhões nos calcanhares do time do Inter. Aliás, lembrando bem: o Grêmio fez com o Inter o que já fizera com o Santos, na Libertadores. Só não repetiu a receita contra o Boca.
    Dagoberto está chegando
    O São Paulo respirou contra o Santos. Mas, nada de nos leve ao otimismo de outras temporadas. De qualquer modo, Dagoberto, que joga o fino, começa a despontar, gratamente.





    A ‘receita’ do outro
    Verdade seja dita: o técnico Dorival Jr. já vinha avisando: o time do Cruzeiro está se encorpando, devagar e sempre. Quem tem Araújo tem cacife pra bancar qualquer jogo.
    Já o outro Junior, o Caio, perde chão. A propósito: por que não manda molhar o campo, como faz contra o Botafogo?


    Atire a primeira pedra
    O time do Fluminense não jogou maravilhas, em Natal. Tudo bem. Mas, quem vai além da própria meia sola, nesse campeonato? Até agora, pelo visto, o mais certinho da companhia tem sido o Botafogo.






    Lições que o Esporte me Ensinou: "No futebol, se você termina em primeiro, você é primeiro. Se você termina em segundo, você não é ninguém."



  3. 23/06/2007

    Flagrantes do futebol brasileiro



    Paulo Mendes Campos, cuja lira poética sempre esteve afinada com o futebol, conta que, um dia, o atacante Jair da Rosa Pinto driblava meio mundo na defesa do Madureira. Só faltava Arati, uma fera de chuteiras. Aplicou-lhe o primeiro drible, curto e seco, levou um pontapé na canela. Novo drible, novo pontapé nas pernas. No terceiro drible, o terceiro pontapé de Arati que, diga-se a bem da verdade, queria, realmente, alcançar a bola. Jair da Rosa Pinto, sentindo que acabaria sem as pernas, parou, apanhou a bola e entregou nas mãos de Arati.
    – Toma, não é isso que você está querendo? Pode ficar com ela...


    ________________


    Chegara do Maracanã e estava ansioso para anunciar ao Morro do Salgueiro que o time do Flamengo tinha acabado de derrotar o Vasco e era o novo campeão da cidade. Não tinha uma bandeira, não tinha sequer uma flâmula rubro-negra. Entrou no quarto, revirou as roupas da mulher e, logo depois, reapareceu no quintal do barraco, assobiando. Pendurou na ponta de uma taquara um trapo de blusa vermelha, uma calcinha preta de mulher e pôs-se a gritar para toda a favela, para toda cidade, para o mundo inteiro: “O Flamengo é o maior.”

    ________________


    A coisa mais bonita no carnaval comemorativo da vitória brasileira na Taça do Mundo de 1958 foi aquele gesto do crítico musical Lúcio Rangel: o bar Zepelin, em Ipanema, fervia de gente feliz, cantando, dançando, confraternizando, bebendo. Em cima da mesa, desarranjo completo: salaminho em copo de chape, chope entornado na toalha, moscas pousadas no prato de queijo. Alguém, irritado com a moscaria, pôs-se a chicotear o vento com o guardanapo:
    – Pelo amor de Deus – suplicou, chorando, Lúcio Rangel – não mate as bichinhas: elas também são campeãs do mundo.

  4. 21/06/2007

    De Prima


    O vôlei nas alturas
    Bom é o vôlei, que vence, que empolga: a cortada do Giba, o bloqueio do Gustavo, o mergulho profundo do Serginho, a bola súbita do André Eller, a canhota do André Nascimento, o inferno de Dante. Resultado: oito minutos depois de começar a venda de ingressos da final do vôlei no Pan, o Maracanãzinho já estava esgotado.


    Uma saudade a mais
    Um minuto de silêncio. Morre Luiz Eduardo Borgeth. Foi diretor da Rede Globo, meu dileto companheiro de trabalho durante 20 anos na Globo. Era um temível polemista. O Fluminense perde um de seus mais brilhantes e fervorosos torcedores.
    Uma saudade a mais.

    Mãos pro céu
    A interdição do Maracanã, precipitada, surpreendeu o Vasco e o Botafogo, que esperavam ter, pelo menos, mais uma partida, antes da ocupação do estádio pelo Pan-americano. Foi um contratempo do qual só duas vozes se beneficiaram: o Flamengo, que se livrou de jogar com o Vasco, cheio de desfalques e o Corinthians, que se livrou de enfrentar o Botafogo, ele também muito enfraquecido, por contusões e ausências importantes.

    Um baita reforço
    Se for verdade que Riquelme volta a admitir jogar a Copa América, preparem-se os outros adversários, o Brasil inclusive, para pegar uma Argentina mais encardida ainda, do que será com Messi, jogando a barbaridade que anda jogando.







    Lições que o Esporte me Ensinou: "No futebol, matar a bola é um ato de amor."



  5. 21/06/2007

sobre o blog

Armando Nogueira nasceu em Xapuri, no Acre. Começou sua carreira jornalística em 1950. Já cobriu 15 Copas do Mundo e 7 Jogos Olímpicos. Escreveu 10 livros sobre esporte.

Globosat Programadora LTDA. 2001© Todos os direitos reservados. Política de privacidade.