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Zero KM

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  1. 24/05/2007

    De Prima


    Deu o que tinha tudo pra dar: o Fluminense na final da Copa do Brasil. Bem que o Brasiliense deu de si, numa bonita campanha.





    O Santos, agora, anda metido a assustar sua torcida. Deixa o rival começar falando grosso e, só depois de muito suar, faz o resultado que lhe convém.
    Um dia, a casa cai.


    Todos sabíamos que o time do Grêmio iria verter lágrimas de aflição, mas, no fim, acabaria despachando os uruguaios do Defensor. Foi nos pênaltis, de coração apertado.



  2. 23/05/2007

    Noite de decisões



  3. 22/05/2007

    Na linha do Equador



    Créditos: Eduardo Machado; Mario Lira; Samuel Gonçalves; André Luiz.

    Atleta carismático o brasileiro Jadel Gregório. Antes do pique que o levará ao salto triplo, ele rege a platéia, como se tivesse na palma das mãos um metrônomo pra marcar as batidas do coração. O dele e o nosso.
    No embalo da corrida vertiginosa, Jadel carrega com ele a plena energia que provém da multidão. Cívica catapulta!
    O salto de domingo, batendo o recorde de João do Pulo (Panamericano de 68, no México), foi um espanto: 17 metros e 90 centímetros.
    Passos de gigante na linha do Equador...

    O amigo internauta deve ter notado que, ao falar do salto triplo do Jadel, vou ao passado e quebro a cara. Em vez de datar o recorde de João do Pulo no ano de 75, datei em 68.
    Mil perdões.

  4. 22/05/2007

    De prima


    Carpegiani no PAC
    Se Carpegiani der um jeito e acertar, mesmo, o time do Corinthians, o jeito é pedir ao corinthiano Lula que arranje um lugar pro rapaz, de preferência no PAC , também conhecido como Programa de Aceleração do Corinthians...






    Vai Keila, tua sina é voar
    A pernambucana Keila Costa confirma a velha máxima de que “o nordestino é, antes de tudo, um forte”. Saltar a distância de 6 metros e 88, aquele tiquinho de gente, convenhamos, só mesmo alguém que seja a própria devoção em pessoa.
    Lá vai Keila!, a melhor do mundo no salto em distância.



    Esse é o homem
    O amigo leitor aceita uma sugestão? Leia os artigos que o árbitro Rogério Evandro Roman escreve no ‘site’ Cartão Vermelho. O homem é doutor em Educação Física, pela UNICAMP.
    Agora, eu entendo porque o gaúcho Rogério Roman apita futebol com tamanha competência.
    Meus respeitos.







    Parceria em libra esterlina
    Bebeto de Freitas chega amanhã. Está vindo de Londres, onde foi negociar uma parceria com um alentado grupo inglês que quer formar jogadores, no Rio, com a grife do Botafogo.
    Modelito brega
    Por falar em Botafogo: me desculpe quem desenhou o novo uniforme alvinegro. Dificilmente, alguém criará uma peça mais feia. Brega é pouco!
    A bela e a fera
    O tenista tailandês Paradom Srichaphan, que está longe de ser um galã de cinema, vai se casar com a canadense Natalia Glebova, miss Universo 2005. Enquanto isso, o elegante Federer ‘fica’ com uma Vavrinec que não pode ser mais sem graça.
    O charuto banda podre
    Romário fuma charuto. Influência do general da banda (podre). Ou alguém tem dúvidas?De Garrincha a Romário
    O jornal “O Globo” traz que Cruyff, falando do milésimo gol, teria mandado a seguinte frase: “Pra Romário, a superfície de um lenço é um latifúndio”. No mínimo, uma imagem bacaninha. Acontece que esta mesma frase, sem tirar, nem por, foi escrita sobre Garrincha, há cerca de 40 anos, por este velho Marquês de Xapuri.
    Escalação impossível
    Os jornais de hoje admitem que o ‘capitão’ Juninho, do Botafogo, possa entrar no jogo de amanhã, contra o Figueirense, decidindo a Copa do Brasil.
    Cruzei com o craque, ontem, casualmente. Ele estava com braço pendurado numa tipóia. É jejum de bola pra 15 dias, no mínimo.






    Coitadinho do tênis!
    Pior que uma partida de tênis mal jogada só mesmo uma final de tênis mal jogada. Em Roma, a russa Kuznetsova e a servia Jankovic disputaram, domingo passado, pra ver quem mais mal faria ao tênis, pelo menos, numa tarde. Ganhou a russa, que perdeu...

  5. 21/05/2007

    Bota ponta, Telê!




    Zé da Galera é um dos personagens emplacados por Jô Soares, num de seus programas humorísticas da Globo, nos anos 70 e 80. O Zé da Galera é de 82. Mais precisamente, do mundial de 82, na Espanha.
    A seleção brasileira, dirigida por Telê Santana, jogava sem ponta-direita. Tinha, quando muito, um falso ponta-direita. Tal como se deu com ele próprio, quando jogava no Fluminense, fazendo um papel semelhante ao de Zagallo, só pela direita.
    Acontece que, na seleção de 82, a fórmula não vinha dando certo. A equipe não acertava o pé. Telê, porém, teimoso como todo treinador, não ouvia o clamor popular.
    Nascia, então, o Zé da Galera que viria a ser a própria voz da torcida, encarnada no personagem criado por Max Nunes e representado por Jô Soares. Zé Galera pedia um time mais ofensivo. Pendurado ao telefone, a figura encostava Telê à parede:
    - Bota ponta, Telê! E quanto mais Telê se apegava à mania do falso ponta, mais o Zé da Galera se esgoelava pelo telefone:
    - Bota ponta, Telê!
    O bordão se alastrou pelo Brasil inteiro. Virou obsessão nacional. De tal maneira que, um dia, quando sentou-se à mesa pra jantar, sua própria família, em coro, começou a gritar, como o próprio Zé da Galera:
    Bota ponta, Telê!

sobre o blog

Armando Nogueira nasceu em Xapuri, no Acre. Começou sua carreira jornalística em 1950. Já cobriu 15 Copas do Mundo e 7 Jogos Olímpicos. Escreveu 10 livros sobre esporte.

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