09/05/2007
Rápidas e rasteiras

O Maraca é dos clubes
Uma boa pro futebol do Rio: ainda este ano, possivelmente, setembro, os clubes não pagarão mais nada pra jogar no Maracanã. A notícia é do próprio Eduardo Paes, Secretário de Turismo e Esportes do estado, com quem conversei, hoje.
O Maracanã, diz o secretário, pode e deve ser mantido com o dinheiro das concessões de tudo que se vende dentro do estádio.
Os clubes entram com o principal, que é o espetáculo.
Acho muito justo.

Nem muito obrigado...
Ainda o Maracanã: domingo passado, no intervalo da final carioca, um pacato torcedor tomava seu refresquinho no bar do estádio. De repente, um ladrão, falando baixinho, mostra, discretamente, à vítima, um revólver escondido em baixo da camisa. Levou relógio, carteira de dinheiro e nem sequer disse muito obrigado. Além de bandido, muito mal educado.
Quem pensa que as roletas do Maracanã são equipadas com detector de metal está redondamente enganado.

Uma noite de horrores
As pendengas ‘libertadoras’ de logo mais à noite: 1) São Paulo-Grêmio: tipo do jogo com gosto de pau-com-formiga. O time paulista até que tem mais bola, mas, por ser no Olímpico, manda a prudência que Muricy ponha as barbas de molho; 2) Flamengo-Defensor: mesmo sendo jogada no Rio, a parada cheira a indigesta, sobretudo, pelo passivo de 3 a 0 que o rubro-negro trouxe de Montevidéu; 3) Libertad-Paraná: sabe o que é ser um time encardido? Se não sabe, amigo, procure ver jogar hoje à noite o paraguaio Libertad, em Assunção. Além do que, o Libertad é o time dos amores de um certo Nicolas Leoz, que vem a ser o presidente vitalício da Confederação Sul-americana de Futebol.

E não é do vestido...

Na Copa do Brasil, tendo feito um gol fora de casa, o Atlético-PR leva um corpo luz sobre o Fluminense. Sem contar que o jogo é na Arena da Baixada, onde a equipe casa costuma se inflamar, freneticamente, até o delírio. Em tempo: como são lindas as torcedoras do AtléticoPR. Como diria o poeta: são lindas e é inútil pensar que é do vestido...

Cavalinhos e cavalões
Blogueiros do meu país!
Estou bestificado. Ontem, escrevi um pequeno artigo, condenando a estupidez do calendário do futebol brasileiro. Dei-lhe o seguinte título: “Cavalinhos e Cavalões”, por sinal, inspirado em um poema de Manuel Bandeira.
Queimei neurônios em vão. A matéria não mereceu um único e mísero toque de alguém. Ninguém leu. Está lá, ao pé da nota: Comentário: 0!
De duas, uma: ou estão me achando um chato que ainda não descobriu a Internet ou, quem sabe, serei pura e simplesmente, um chato virtual – e temos conversado.
Não é possível que o tema não tenha despertado nem um pio de meus leitores.
08/05/2007
Rápidas e rasteiras

Ser Botafogo, ser Flamengo...
Entre minhas melhores leituras dos últimos dias, deparei com um artigo; mais que um artigo, em ensaio de fôlego filosófico, escrito pelo cineasta e escritor botafoguense João Moreira Salles. É, especificamente, sobre a figura do torcedor.
Destaco o seguinte trecho das deliciosas reflexões do João:
- Há pouco tempo, na saída do estádio, num dia em que vencemos ao nosso modo, desesperadamente, um homem de olhos injetados gritava: “Ninguém sofre mais do que eu!”
Cada time tem seus usos. Ministros de Estado, capitães de indústria e generais-de-brigada fariam bem em ser um pouco Botafogo.
Mais cedo do que tarde, descobririam que os planos são instáveis, que as certezas são poucas e, principalmente, que o mundo não lhes obedece. “Já o sujeito que acaba de ser abandonado pela mulher sofrerá menos se for Flamengo.”

Luxemburgo bota banca

Wanderley Luxemburgo deixa de lado a farpela da modéstia e avisa aos navegantes: “Depois do campeonato paulista, agora, seremos campeões da Libertadores!”

Cabo Beltrami: sentido!
O técnico Ney Franco efetiva no time do Flamengo, pra 5ª feira, o volante Clayton. Mérito de natureza técnica não há de ser. Afinal, a própria torcida do Flamengo não gosta do estilo de Clayton. Só pra dar uma idéia: no jogo com o Botafogo, ao entrar no segundo tempo, Clayton cometeu seis faltas seguidas, em apenas três minutos.
Sequer, foi advertido pelo coronel Beltrami, a quem, por sinal, os botafoguenses acabam de rebaixar a uma patente bem mais modesta.
- Cabo Beltrami! Posição de sentido!

Quanto mais longe, melhor
Márcio Braga não foi ao Maracanã, domingo passado. Se o cardiologista não proibiu, pelo menos, deve ter gostado que seu cliente tenha ido espairecer noutra freguesia.
Espero que ninguém veja nesse breve registro uma ponta qualquer de reparo. Até porque não é fácil meter-se com futebol depois dos setenta.
É aquela célebre frase de um treinador inglês, a quem se perguntou se futebol era mesmo uma questão de vida e morte:
- De maneira nenhuma – respondeu o mister: ”É muito pior...”

Muita bala: Culpi
Levir Culpi deixa o Atlético Mineiro, um dia depois de sair campeão estadual. Rápido como quem voa, o homem já deve estar a caminho do Japão. Vai embolsar o nosso Levir: 1) 1 milhão de dólares pela pré-temporada de quatro meses; 2) 4 milhões de dólares pra dirigir o Cerezo Ozaka, por dois anos, repetindo experiência anterior, no mesmo clube.
Tamanha pressa, claro, só mesmo por muita bala.

Do Manual de Geninho
Então, o Blog do AN informa: substituição no Atlético Mineiro: sai Levir Culpi e entra Geninho. Espera-se, naturalmente, que Geninho tenha apagado do seu manual a célebre recomendação dada, certa vez, a um jogador do Vasco que pedia uma luz sobre como marcar um rival: “Acerta o tornozelo dele...”
A dica malévola foi devidamente gravada pela Globo.