
O que ninguém disse, mas eu digo: o time do Botafogo jogou a final com o Flamengo, muito mais na força do brio do que das próprias pernas. Pensar que essa boa equipe alvinegra vem de oito partidas eliminatórias, jogando de três em três dias, sem ter um banco de peso. Pensar tudo isso e não admitir que o time está espoliado, física e mentalmente, é ignorar tudo o que dizem os manuais de Fisiologia do Esporte.
Agora campeão paulista, Luxemburgo não será mais molestado pela nebulosa história da saída de Tiuí e de Pedro, que deixaram o Santos, atirando contra a ética do célebre treinador.
Breve ilação extraída de uma meia frase do técnico Abel Braga: a proposta do Betis, da Espanha, pra tê-lo no comando técnico, é tentadora. Abel só está dando tempo, pra ver o que é que acontece na Espanha: o Betis está cai-não-cai, é o 15º num campeonato de 20 times, com 3 caindo e 3 subindo.
A produção do Blog do AN, está pesquisando ‘causos’ do futebol pra atender a numerosos pedidos. De preferência, sábado e domingo, recordaremos episódios pitorescos desse fabuloso imaginário que é o futebol brasileiro.
O cronômetro não precisava ter sido tão inclemente com a nadadora Mariana Brochado. No mínimo, privou as raias do Pan-americano de se transformarem em passarela, para o desfilar de uma formosa mulher.
O Marques de Xapuri ficou muito feliz de ter sido personagem de uma matéria extremamente simpática, feita pela estrelíssima Angélica. Tanto ela no vídeo, quanto o pessoal dos bastidores, todos deixaram as melhores recordações no clube CEU, onde foi feita a matéria sobre aviação esportiva.
O bandeirinha Hilton Moutinho, que invalidou uma jogada decisiva de Dodô, no minuto final de Botafogo-Flamengo, deu a mão à palmatória. Disse que viu o teipe e constatou que Dodô estava, realmente, em condições de jogo. E concluiu, certamente, de alma aliviada, que errar é humano.
Um pitaco de marinheiro de primeira viagem na aventura dos blogs: alguns internautas, rubro-negros encachorrados, me apontam como anti-Flamengo e caem de pau nas minhas opiniões. Sentença da maioria: eu posso entender um pouquinho de futebol, mas não entendo patavinas de Flamengo.
Uma coisa que eu jamais consegui entender direito é a sistemática exaltação da garra como arma essencial de vitória do Flamengo. Domingo, o vice Kleber Leite dizia que o título contra o Botafogo fora conquistado com as armas do coração.
O Flamengo entra em ebulição. Não chega a ser o fim do mundo, mas é uma crise preocupante. O jogador Juninho peita o treinador Ney Franco, descontente com a condição de reserva e incendeia o ambiente rubro-negro no momento crucial da sua temporada.
Armando Nogueira nasceu em Xapuri, no Acre. Começou sua carreira jornalística em 1950. Já cobriu 15 Copas do Mundo e 7 Jogos Olímpicos. Escreveu 10 livros sobre esporte.