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  1. 04/05/2007

    Briga de peixe grande



    Essa historia do Rodrigo Tiuí versus Vanderlei Luxemburgo me parece mal contada. Na reta final do título, o atacante Tiuí é afastado da equipe e vem à tona um polêmico desfecho. Por ora o que se ouviu é um bate-boca de mariquinha e maricota. O jogador acusa o técnico de obrigá-lo a trocar de empresário, e o técnico engrossa o disse-me-disse, refutando a versão que considera infamante.
    Ate agora, não se conhece a opinião do Santos que é o patrão dos dois. Espera-se que o clube apresse o mais possível o que pra todos terá que ser a palavra final.
    Essa crise do Santos, no aceso de uma decisão com o São Caetano, é tão perturbadora quanto a que acaba de sacudir as bases do Flamengo. Pelo que fiquei sabendo, a direção do Santos, alegando não querer tocar fogo na história prefere silenciar, o que só agrava o mal-estar.

  2. 04/05/2007

    De prima...



    O Paraná está quase dançando na Libertadores: não podia ter perdido em casa.

    A torcida do Fluminense anda realmente de maus bofes: a implicância com o goleiro Fernando Henrique não tem o menor sentido; como qualquer goleiro deste mundo, o jovem FH erra e acerta.

    A declaração do rubro-negro Claiton, dizendo que, em caso de vitória domingo, dedicará o título carioca ao jogador Juninho, é no mínimo, um agravo à autoridade do técnico Ney Franco.

    A mansidão do Botafogo, nas vésperas da decisão carioca com o Flamengo, disfarça um clima de apreensão ou seria um sinal de que os alvinegros estão realmente na santa paz do senhor?

    O Amadeu, nosso conhecido ambulante, que vende biscoito de polvilho em Ipanema, não tem dado o menor sinal de vida. Procurei noticias dele na praia e ninguém soube me informar. Quem souber do paradeiro dele, mensagens para esse Blog: www.globoesporte.com/blogdoarmando.

  3. 03/05/2007

    Rápidas e Rasteiras




    Cabeça nas nuvens
    Quem disse que o uruguaio Defensor era galho fraco? Quem disse que o time do Flamengo iria a Montevidéu, primeiro, pra obedecer a tabela da Libertadores e, segundo, porque, lá, o time rubro-negro faria apenas um reles aquecimento, de olho no jogo com o Botafogo, domingo?
    Ninguém disse nada, claramente, mas que insinuou, insinuou, sim senhor. E pra variar, mais uma vez, entra em cena o contumaz compadrismo de certa imprensa que acha que jornalista só existe pra cortejar o Flamengo.
    A verdade é que ninguém leu, ninguém ouviu, entre os áulicos, uma única voz que alertasse contra o clima de celebração de alguns jogadores, no embarque do Flamengo, logo que terminou o jogo com o Botafogo.
    O time voou pro Uruguai nas asas traiçoeiras da euforia: a da volta por cima, contra o Botafogo (temerária, a meu ver) e da sopa que deveria ser enfrentar o Defensor.
    A impressão corrente era uma só: o Defensor seria um bom ‘sparring’ na preparação do time pro próximo jogo com o Botafogo.
    Se não me engano, o técnico Ney Franco viajou preocupado com a desatada euforia dos jogadores do Flamengo.
    Pelo visto, voando, Ney Franco não logrou fazer a moçada por os pés no chão. A cabeça da equipe estava literalmente nas nuvens.
    Menos mal que o sonho da Libertadores ainda não terminou, cabalmente.


    Meio tempo na janela...
    O São Paulo passa raspando, mas passa. Muricy teve mais juízo do que fizeram supor suas palavras, admitindo a escalação plena de Dagoberto. Me lembro que cheguei a pensar: puxa, como é alto o cacife desse Dagoberto! Mal chega já vai entrando no ônibus e sentando na janela...
    Ainda bem que o treinador do São Paulo preferiu preservá-lo pra jogar só meio tempo. Dagoberto ainda está claramente fora de esquadro, física, técnica e taticamente.
    Mas, acabaria sendo dele, Dagoberto, o toquezinho de bola que daria, na conta, a chance de Miranda fazer o gol único da partida contra o Grêmio, no Morumbi.









    Dois pra lá, dois pra cá
    No capítulo de empates, na quarta-feira, o mais bafejado foi o Atlético-PR, que fez fora de casa um golzinho que vale ouro em pó. A revanche, na Arena da Baixada, será espinhosa pro Fluminense.
    Outro empate, dessa vez, no Mineirão, confrontou dois alvinegros: o carioca e o mineiro. Foi um zero a zero que ninguém deve festejar. O próximo jogo, no Maracanã, se tiver favorito será levemente o Botafogo por jogar ao embalo de sua torcida.


    Acertou na cabeça
    O técnico Cuca, do Botafogo, passou no teste do Max. Apostou praticamente sozinho quando a pressão dentro e fora do clube, queria Julio César no jogo da Copa do Brasil. A aposta de Cuca foi bem sucedida, inclusive porque, o contestado Max fez duas ou três defesas que devem reforçar muito sua alto estima para a final do carioca com o Flamengo.
    No vestiário depois do jogo, falando com discernimento, Cuca admitiu que se tivesse barrado o Max ontem, teria deixado o suplente no piro astral para encarar a decisão com o Flamengo.
    Um belo gol de Cuca.


    A ilusão da vitória
    Duro de engolir foi o empate do Náutico. Fez dois a zero no Figueirense e foi deixar cair a peteca, quando parecia senhor do campo e do placar. Lembrou o time do Botafogo, domingo passado, contra o Flamengo.
    Afinal, qual será receita pra um time se proteger contra a ilusão do triunfo quando chega antes da hora certa?


    Canhoto do Armani
    O gol que fez kaká contra o Manchester United ontem, me revelou mais uma virtude desse nosso herói. Que ele é um craque fora de série todo mundo já sabia. Que ele é o jogador mais elegante dentro e fora do campo até o estilista Armani já sabia há muito tempo, tanto que o tem como Lord-propaganda de sua famosa grife. O que eu não sabia é que, alem de tudo, o rapaz é ambidestro. O gol que ele fez no Manchester poderia se avalizado pelos melhores canhotos do futebol mundial.









    Da cor do sucesso
    O Papo com Armando Nogueira que está entrando no ar esta quinta, entrevista a campeã brasileira de vôlei pelo Rio de Janeiro, a levantadora Camila. Ela pertence a uma dinastia de sucesso no esporte e no cinema: é filha do ex-craque Cláudio Adão, irmã do jogador Felipe Adão, que está na Suíça, é neta do produtor de cinema Luiz Carlos Barreto e sobrinha de dois cineastas de realce no Brasil, Bruno e Fabio Barreto.
    Camila tem DNA da cor do sucesso.

  4. 02/05/2007

    Tênis superficial



    A Batalha das Superfícies, entre Federer e Nadal, acabou, justamente, onde pretendia a promoção: na conta bancária dos dois jogadores. Entre ‘aces’ e voleios, 500 mil dólares pra cada um.
    Metade saibro, metade grama, num ginásio de Palma de Mallorca, a partida não chegou a ser um fato histórico. A memória do tênis, quando muito, falará de um jogo de exibição, vencido por Rafael Nadal, dois a um. Quanto ao ranking, nada vezes nada.
    Os puristas do tênis devem ter torcido o nariz. Nem barro, nem tijolo. Troca de pisos, troca de sapatos, troca de silêncios.
    Os leigos, por sua vez, boiaram nas águas da sutileza. Só o catedrático deve ter percebido que a bola, recoberta de pó, dá ao jogo um pontinho a favor do saibro.
    Só a bola continua a ser o que sempre foi: forma esférica, sumo da perfeição geométrica, imprevisível.
    Um ser que não tem começo, nem fim.

  5. 02/05/2007

    Rápidas e Rasteiras




    Sabe, mas ainda não pode...
    O São Paulo insinua que Dagoberto joga, hoje, contra o Grêmio. Dagoberto, pelo menos pro meu gosto, é um baita jogador. Assim sendo, nada de mais que seja escalado. Acontece que não é assim, na base de lógicas aparentes que vive o futebol.
    Dagoberto volta de uma longa inatividade. É natural que esteja fora de forma. Não duvido que o jogador esteja louco de vontade, querendo jogar. É claro que jogar ele sabe, mas, não basta querer. Dagoberto ainda não pode jogar o que sabe.
    Do outro lado, um treinador atento como Mano Menezes, deve estar pensando mais ou menos assim: a escalação precipitada de Dagoberto sugere que as coisas não andam bem no São Paulo.
    Na melhor das hipóteses, Muricy não está confiante no poder de fogo de sua equipe.
    Duvido que o Grêmio, de Mano Menezes, não saiba tirar partido tático e psicológico de semelhante escalação.


    De olho mais adiante...
    O Flamengo é outro que não está nada satisfeito com o que anda jogando. Se estivesse, certamente, Ney Franco não teria mexido na escalação pra hoje, contra o Defensor, no Uruguai, pela Libertadores.
    A volta de Juninho Paulista tem muito mais a ver com a final carioca do que com o jogo do Defensor, hoje à noite. O sacrifício do “capitão” Clayton pode indicar que Ney Franco abandona a maçaroca de seis jogadores na meia-cancha e tenta alguma coisa mais ofensiva, domingo que vem, contra o Botafogo.
    Quem viver verá.


    Encucações de Cuca...
    Meu caro torcedor do Botafogo, quem você escala, hoje, em Minas, contra o Atlético: Max ou Julio César? Sei de torcedores que defendem a escalação de Max, em nome do princípio da continuidade. Argumenta-se que Max precisa ganhar ritmo de jogo. Goleiro que vive de treino morre à mingua. Pode ser...
    Há uma turma, considerada mais pé no chão, que prefere ter em campo o melhor goleiro da casa, que é Julio César. Afinal, o jogo de Minas pinta como um tremendo pau com formiga pra quem é visitante. A menos que a direção do Botafogo tenha mudado de idéia, deixando de levar tão a sério a Copa do Brasil.
    Se o goleiro Max fracassa, hoje à noite, pode estar jogando no lixo metade da Copa do Brasil. Sem falar que, mentalmente, o coitado do Max vai chegar à final estadual com a moral abaixo da sola do pé.
    Pelo treinador, o escalado será Max. E daí? Encucações de Cuca...

sobre o blog

Armando Nogueira nasceu em Xapuri, no Acre. Começou sua carreira jornalística em 1950. Já cobriu 15 Copas do Mundo e 7 Jogos Olímpicos. Escreveu 10 livros sobre esporte.

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