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  1. 17/04/2007

    Águas de Maria Lenk



    O poema dedicado a Maria Lenk está reproduzido na íntegra
    para aqueles que preferem ler a ouvir.

    Maria Lenk, entre paralelas que nunca se encontram, ali, fizeste a tua morada.
    Águas de tuas ancestrais flutuações. Aonde te levará o enlaço de teus braços, perfurando o espelho que reflete teu corpo cristalino?
    Desde que me fiz um ser do esporte, eu te vejo, silhueta solitária, indo e vindo, nas águas fechadas da piscina, nos horizontes do mar sem fim.
    Flor das raias, rosa das ondas. Navega contigo a esperança que te ensinou a nadar nas águas consagradas do regaço materno.
    As linhas d’água resvalam pelas curvas de corpo, prelibando recordes que hão de coroar tua sina de campeã.
    As braçadas triunfais, olímpicas, que imortalizam tua fluidez abrem poéticos remansos ao nado contemplativo que regala o teu entardecer. Nadar é tua sina.
    Onde quer que te encontres, agora, me responde, Maria: afinal, tu nadas, tu navegas ou tu velejas? Na leitura das águas que iluminam os teus gestos, és, a um só tempo, cisne e sereia.
    Águas que pensam, águas que sonham.
    Águas perfumadas. Águas saudosas.
    Berço esplêndido de Maria Lenk.

  2. 16/04/2007

    A fina flor do tênis


    Gosto de tênis. Já joguei (mal). Hoje, sou de ver. É bem mais fácil.
    Guardo, porém, algumas lembranças de quadra. Meu jogo nunca foi pra frente, um pouco, porque já comecei tarde, outro tanto porque não lembro de ter conhecido outro jogo mais mental que o tal de tênis.
    É preciso fazer um esforço sobrenatural pra manter a concentração numa partida de tênis. No meu caso, eu ‘viajava’, a todo instante. O pensamento voava e, na quadra, de mim mesmo, só restava, mesmo, a raquete. A cabeça era como a canção do Lupiscínio Rodrigues: “O pensamento até parece uma coisa atoa / mas como é que a gente voa / quando começa a pensar/.”
    Em nome de tão respeitável amor, meu Blog contemplará, sempre, um espaço pra gente falar de tênis e de tenistas.
    Aqui, você terá, sempre, uma janelinha mostrando quais os dez melhores do ranking, tanto masculino quanto feminino.
    Se quiser refrescar a memória, já sabe. É aqui mesmo:
    Os dez primeiros da ATP são os seguintes:
    1º - Roger Federer
    2º - Rafael Nadal
    3º - Andy Roddick
    4º - Nikolay Davydenko
    5º - Fernando González
    6º - Tommy Robredo
    7º - Novak Djokovic
    8º - Ivan Ljubicic
    9º - James Blake
    10º - Andy Murray

    As dez primeiras da WTA são:
    1º - Justine Henin
    2º - Maria Sharapova
    3º - Amelie Mauresmo
    4º - Kim Clijsters
    5º - Svetlana Kuznetsova
    6º - Martina Hingis
    7º - Jelena Jankovic
    8º - Nicole Vaidisova
    9º - Nadia Petrova
    10º - Dinara Safina

  3. 16/04/2007

    Rápidas e rasteiras


    Duas lições da Internet

    Meus primeiros passos nos trepidantes caminhos da Internet já me dão duas impressões, uma louvável, outra, deplorável. Noto que o pessoal adora uma polêmica. Que bom! Afinal, os gregos já provaram que é da discussão que nasce a luz. Vamos dialogar. Se não descobrirmos a luz da verdade, pelo menos, teremos arejado nossas cabeças.
    Por outro lado, me assusta um pouco o tom agressivo de alguns interlocutores. Há uns caras de mal com a vida, meio sádicos, que, a troca de nada, ofendem Deus e o mundo.
    Em dois dias de convivência virtual, já fui chamado de “velho senil”, já me mandaram... tomar sorvete com amendoim, já xingaram minha santa mãe. Houve um que chegou a confessar que quer que eu morra.
    Ora, ora, meu gracioso desafeto, não se aflija que, até onde estou informado, um belo dia, Nosso Senhor vai fazer a sua vontade...

    Amiguinhos de infância

    A revista espanhola “don Balon”, impressionada com o domínio de bola do jogador argentino Messi, do Barcelona, perguntou-lhe de onde vem tamanha intimidade com a bola. Messi, garoto safo, respondeu:
    - “Olha, eu só tenho uma explicação: sempre que uma bola me chamava pra brincar com ela, na rua onde eu morava, eu ia correndo. A gente vivia junto, todo dia... Somos amigos de infância...”

    Ao Lédio, com afeto

    Meu bom Lédio, grato por brindares a minha chegada ao teu pedaço.
    Serei teu fiel escudeiro, tu que manejas tão bem todas as ferramentas desse novo meio de conhecimento entre as criaturas.
    Beberei de tuas fontes, sempre férteis, sempre fluentes e sempre generosas.

    Gatti: sigilo e destreza

    O rapaz se chama Gatti. Por acaso, seu nome lembra gato. Gatti, o sólido goleiro da Cabofriense, tem dos felinos o sigilo e a destreza. Três dias antes de embarreirar a classificação do Botafogo domingo, ele já tinha mandado pro espaço a brigada ofensiva do Volta Redonda.
    Não seria de espantar que durante esta semana Dodô e companhia venham a se reunir, em assembléia permanente, pra tentar descobrir brechas por onde possam passar os gols de sua sonhada vitória, domingo que vem.
    O nosso Gatti não é da estirpe de Rogério Ceni, que é capaz de salvar seu time tanto defendendo quanto atacando. Mas, olha, não vai ser fácil desbancar um goleiro com tamanha eficiência na linha do gol. Em suma, o Gatti é o meu craque cinco estrelas da semana.


  4. 14/04/2007

    O play-off das meninas


    Só existe uma palavra pra definir os confrontos finais entre Rio de Janeiro e Osasco: Equilíbrio. As duas últimas partidas do play-off foram para o quinto ´set´. Em Niterói semana passada o Osasco dominou amplamente o tie-break. Agora foi a vez do Rio de Janeiro, que mesmo apertado venceu o tie-break.
    Semana que vem o anfitrião é o Rio de Janeiro, mas nem por isso deve ser considerado favorito.
    O páreo tem sido lá e cá.

  5. 14/04/2007

    Ao pé da letra



    Esta é uma janela aberta a todas as manifestações de arte familiarizadas com o mundo do esporte. Literatura (poesia, prosa), pintura, fotografia, escultura.
    Pra começo de conversa, recomendamos aos internautas a leitura de um livro que está sendo lançado pela Editora da Fundação Getúlio Vargas. O autor é o sociólogo Maurício Murad, pioneiro no estudo do futebol no Brasil e no mundo e um ilustre torcedor de futebol.
    É claro que gente do esporte, como você, não vai querer ficar por fora de um assunto que tanto apaixona as multidões do mundo inteiro.
    Quem não gostará de saber de onde vem e pra onde nos pode levar o flagelo da violência que tanto infelicita o torcedor brasileiro.
    Por favor, não deixe de ler “A violência e o futebol”, do professor Maurício Murad.
    Abaixo você vai encontrar idéias e conceitos, em forma de dicas extraídas da obra do professor Murad:
    1- As distintas práticas de violência são uma constante inegável na história da humanidade desde tempos imemoriais.
    2- Os vários conceitos de violência variam em torno do mesmo foco, que é o da imposição, material e/ou simbólica, por meio da força.
    3- A violência no desporto deve ser investigada no contexto da violência humana em geral.
    4- Apesar dos dados preocupantes, as violências associadas aos esportes em geral e ao futebol em particular são práticas de uma minoria e são inferiores às outras ocorrências sociais violentas.
    5- A impunidade e a corrupção são aspectos multiplicadores das precondições históricas, políticas e existenciais da intolerância articulada com a agressividade.
    6- Tendo em vista que o futebol é um dos pontos de referência para a compreensão de nossas identidades e um dos nossos fenômenos socioculturais de maior alcance, as estratégias e táticas de segurança pública utilizadas em seu universo podem (!) cumprir o papel de modelos (mediados, complexos, se mecanicismos ou camisas-de-força) para a observação e a prevenção de ou acontecimentos de massa mais ou menos equivalentes.

sobre o blog

Armando Nogueira nasceu em Xapuri, no Acre. Começou sua carreira jornalística em 1950. Já cobriu 15 Copas do Mundo e 7 Jogos Olímpicos. Escreveu 10 livros sobre esporte.

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